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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A PALAVRA E O SONHO Artigo de Rodolfo Konder




                    
                           As palavras escritas frequentemente escoiceiam as verdades oficiais, como cavalos alados.                         
Mordem os torturadores, atacam os corruptos e os burocratas, conduzidas pela ética de quem as organiza.
 Além disso, nos fazem sonhar; abrem portas, janelas, cofres alçapões e caixas de Pandora; permitem que as flores nasçam em pleno asfalto; transformam o naufrágio da velhice num tempo de ventura, quando restam apenas “o homem e a alma”. As palavras escritas nos levam à Dinamarca ou nos transportam sobre as águas geladas do Báltico; percorrem conosco a veredas do Central Park, cobertas pelas folhas de um outono tardio; hospedam-nos num  maravilhoso castelo do século 14, em West Sussex, junto à um cemitério; revelam nos os mistérios dos maias e dos tehotihuacanos, dos toltecas e dos babilônios, dos minoicos e dos astecas; descem suavemene como a neve sobre os vivos  e os mortos; desvendam os segredos do passado- “ este quimérico museu de formas inconstantes”- e antecipam as vertigens do futuro; iluminam Paris e Jerusalém; despertam paixões, ressuscitam os mortos e desafiam os poderosos. Elas são mágicas e possuem poderes ilimitados, orientadas pela estética de quem as organiza.
                            Há pessoas que sonham - e vão buscar nas palavras o meio de manifestar seus sonhos. Num delicado trabalho de ourivesaria, elas selecionam frases, fazem o polimento das concordâncias, montam parágrafos, para provocar emoções e despertar a imaginação dos seus leitores. Esses misteriosos seres, solitários e eternamente insatisfeitos, são chamados escritores . Este ano, eles estarão presentes, pessoalmente ou por intermédio dos seus textos, em dois grandes encontros, no Brasil: a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, e o salão Internacional do Livro, em São Paulo.
                             Os escritores geralmente não sabem administrar bens nem lidar com dinheiro, não entendem a política cambial nem de juros acumulados. Às vezes, sofrem de insônia, pressão alta e enxaqueca. Vivem acossados pela insegurança- será que meu livro vai fazer sucesso? Ficará encalhado? Você gostou do texto? Temem sempre os críticos, a rejeição dos leitores, e em certos países sombrios, a espada cega e implacável da censura. Mas essas criaturas de aparência frágil tornam a vida muito mais intensa, fazem das palavras um instrumento de magia, distribuem sonhos e emoções.
                               Os regimes autoritários sempre odeiam quem escreve. Na América Latina , por exemplo, poetas, romancistas, críticos e jornalistas foram perseguidos, durante os chamados “anos de chumbo”. Nos países socialistas também, porque as “ditaduras do proletariado” temiam os escritores e o poder desarmado de suas palavras. Até hoje, isso acontece em Cuba, no Marrocos, na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, na China e em outras nações que ainda não se encontraram com a democracia.
                                 Muitas vezes os escritores acabam na prisão. Mas a cadeia não é o único mal que se abate sobre eles. Há processos variados de intimidação, ameaças, isolamento, desemprego. Há também a censura, que os brasileiros já conheceram em diversos períodos da vida nacional. Durante a ditadura de Getúlio Vargas- o período conhecido como “Estado Novo”- tivemos um inesquecível exemplo da ação dos censores. Depois do golpe militar de 1964, também fomos obrigados a conviver com a censura, que se abateu sobre o País com uma praga, brandindo sua ignorância e sua truculência de forma implacável.
                                 Apesar de todos esses problemas, apesar de tantos obstáculos, os escritores escrevem. São teimosos, quase obstinados. Escrevem sempre, mesmo na penumbra. Até na escuridão, escrevem e nos iluminam. Com o seu ofício, eles nos ensinam, nos enternecem, nos emocionam, nos humanizam, nos aprimoram. E nos fazem sonhar.
                                    Num tempo já quase esquecido e tornado mítico, William Sheakespeare escreveu “ somos feitos da mesma matéria que são feitos os sonhos.” O sonho, portanto, é o nosso ponto de partida- e o nosso ponto de chegada. Talvez até nos acompanhe na viagem derradeira ao outro lado do tempo. “Morrer, dormir, quem sabe, sonhar...”, sugeriu o próprio Shakeaspeare, um escritor que, mesmo morto, ainda nos oferece sonhos fantásticos, com seus textos imortais.

RODOLFO KONDER, jornalista e escritor, foi secretário municipal de cultura de São Paulo  

sábado, 29 de dezembro de 2012

OPORTUNIDADE DE TRABALHAR COMO REPRESENTANTE OU DISTRIBUIDOR DA RESINA MAIS FAMOSA DO MUNDO –MICROLITE- CERA LÍQUIDA PARA VEÍCULOS- REPRESENTAÇÃO COMERCIAL



Dizem que vender é uma arte.
Fácil ou difícil, como tudo na vida, você pode vender algo de que as pessoas precisem comprar todos os dias ou quase sempre como sabonete ou pãozinho.
Mas certamente já tem muita gente vendendo sabonete ou pãozinho.
E mesmo assim, vá tentar uma vaga de representante numa empresa boa.
 Realmente não dá!
Se você for tentar vender coisas caras já sabe como é... o dinheiro anda curto, tá sobrando mês no fim do salário de todo mundo. A desculpa para não comprar está na ponta da língua... é caro!
Você que achou esse nosso anúncio certamente está procurando uma coisa nova, pois novidade chama logo a atenção e todo mundo está disposto a te ouvir.
Imagine quando essa novidade é alguma coisa que todo mundo está esperando, como um milagre.
Uma coisa barata que resolve o problema e além de tudo facilita o trabalho de todo mundo, gerando lucro nos negócios que já estão funcionando e ainda podendo ser implantada em tantos outros lugares. Seja representante da Microlite!
Veja no nosso site www.microlitebrasil.com.br uma grande empresa buscando representantes para quase todo o Brasil, um em cada cidade, com zonas fechadas e exclusividade de venda.
No site você verá que o nosso produto é novidade total. Uma resina líquida que pulverizada sobre os veículos, carros ou motos encera o carro em 1 minuto, protegendo a pintura de manchas de dejetos de pássaros, folhas e flores, da maresia e do sereno.
O representante que buscamos não precisa ter veículo pois o kit que ele irá vender tem menos de 1,5kg e mede menos de 40cm.
Mágica?  Milagre?  NÃO!  Pura tecnologia e novidade no Brasil.
O nome do produto é Microlite. Resina Microlite, Cera Líquida Microlite.
Nosso público alvo são os lava-jatos, postos de gasolina e concessionárias de veículos novos e usados. Seja representante da Microlite.
Imagine os milhares de pontos de venda que estão esperando um produto para substituir a cera em pasta que demora até 20 minutos para aplicar, custa caro e deve ser aplicada por pessoa experiente para não manchar o carro, plásticos e borrachas.
Sim, o cliente vai recebê-lo com a mesma cara que você fará ao ler o nosso site www.microlitebrasil.com.br
Era isso o que você estava esperando. É isso que o lava-jato da esquina está precisando para agregar receita e lucro no estabelecimento.
Sem dizer que você mesmo poderá montar seu próprio negócio com apenas R$ 200,00.

Nosso telefone é o (13) 7807-6981  e nosso e-mail é o falecomodono@hotmail.com
Vá ao site http://www.microlitebrasil.com.br/loja.php  e dê o primeiro passo para ser um representante Microlite. Nosso telefone: (13) 7807-6981 NEXTEL ID: 24*52727

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

EM 2013 NÃO SEJA UM VENDEDOR, SEJA UM CRIADOR DE OPORTUNIDADES.


  • ‎199ª) Atitude Nutritiva:

    EM 2013 NÃO SEJA UM VENDEDOR, SEJA UM CRIADOR DE OPORTUNIDADES. Ao longo dos tempos, o vendedor tornou-se um símbolo da chatice em todos os sentidos, mesmo porque os clientes sabiam que ele queria apenas vender. Não havia outro compromisso entre as partes a não ser o de comprador e vendedor.

    Num tempo onde a informação corre via e-mail a 8.407km/s, os produtos são praticamente padrões no sentido de qualidade e preço, a verdadeira diferença está na maneira de oferecer este produto. Muito mais poderosa que a técnica de marketing agressivo, totalmente em moda, é a técnica da venda passiva, onde o cliente não é apenas um objeto alvo, mas um elemento fundamental para continuidade de qualquer produto. Não seja mais um vendedor, seja um criador de oportunidades, um gerador de resultados positivos para as partes envolvidas.

    ENVOLVIMENTO COM O PRODUTO - Não se limite a conhecer o desempenho de seu produto apenas dentro de sua organização. Procure acompanhar o efeito que ele tem dentro do mercado durante sua operacionalização, quais os efeitos que seus clientes estão registrando ao consumi-lo e qual o compromisso do produto com os fatores que o colocam em prática. O cliente irá sempre lembrar muito mais de quem lhe vendeu o produto, do que da empresa que o fabricou.

    SUA IMAGEM TEM DE LHE REFLETIR - "Ser ou não ser, eis a questão" - Tal frase não pode estar escrita na sua conduta de ética, você tem de SER. Quando se olhar no espelho pela manhã, ao sair de casa, você tem de ser a mesma pessoa refletida no espelho da sala de espera do cliente. O produto passa, é consumido, cumpre o papel de sua criação, mas a integridade de quem lhe vendeu continua ligada à transação de comércio que efetivou este produto no mercado.

    AGREGUE INTELIGÊNCIA AO SERVIÇO - Dezenas de empresas fazem aquilo que sua empresa faz, milhares de pessoas vendem aquilo que você vende. A grande diferença não se fará no produto ou preço, mas sim na maneira que se vende. Agregar Inteligência ao seu serviço é fazer algo que seu concorrente ainda não tenha feito, algo personalizado, que transmitirá um toque de alegria e confiança ao cliente. Cartões de Natal se amontoam nas mesas dos clientes nos finais de ano, porém um cartão de aniversário personalizado pode fazer uma grande diferença. Todo cliente irá se preocupar com você se descobrir o quanto você se preocupa com ele.

    CRIE O MANUAL DO PROPRIETÁRIO - O grande desafio nos dias de hoje para o vendedor começa quando o cliente dá inicio ao processo de uso do produto e não da compra. Desenvolva um manual de acompanhamento das fases de uso daquilo que você forneceu. Caso seja uma assinatura de revista, tente aferir se o cliente tem se beneficiado com o produto de maneira pessoal ou profissional. Desta forma estará estabelecendo fronteiras além das garantias comuns de mercado.

    FAÇA SOMENTE PERGUNTAS INTELIGENTES - Perguntas inteligentes são aquelas onde você jamais vai ter a resposta que deseja, mas a resposta que seu cliente realmente acredita que fará diferença. Estas são as perguntas em que jamais deve vir contida na resposta a palavra "não". É comum entrar numa loja e o vendedor logo dizer: "posso ajudá-lo?” - a resposta vem em seguida: "não, obrigado, estou só olhando!". Como seria se perguntasse: "como está o tempo lá fora?" Formule perguntas inteligentes e terá o melhor de seu cliente.

    POUCOS CLIENTES SABEM COMPRAR - Em épocas passadas o cliente era uma presa fácil. Mas nos dias de hoje, está ai uma ótima oportunidade para você demonstrar todo seu conhecimento de produto e mercado, não para vender algo, mas para oferecer ao cliente a melhor opção. Criar um elo de confiabilidade que possa perdurar. Nunca venda nada a ninguém sabendo que aquela compra é fruto de inexperiência, procure sempre informar o máximo sobre todas as possibilidades, instruindo o comprador para uma decisão correta. Memória de cliente é como de elefante, jamais esquece alguém que lhe empurrou algo, assim como jamais esquece alguém que evitou que ele adquirisse algo inadequado a sua real necessidade.

    FALE SOMENTE O NECESSÁRIO - Durante o processo de comercialização, procure manter o foco na necessidade do cliente, não para atendê-lo em sua plenitude, mas para poder ter argumentos e melhorar a opção desta necessidade. Não interrompa o fluxo de informações com colocações ou questionamentos que desviem o assunto de sua real finalidade. Toda conversa extra pode ter espaço no final da transação ou no momento da despedida. Não faça colocações vagas do tipo: "vamos almoçar um dia desses". Se pretende almoçar com o cliente marque e cumpra. Evite notícias ruins e se elas vierem da parte contrária, não lhes dê mais asas do que elas já possuem. Seja profissional com uma descontração controlada.

    CRIE SEU PERFIL DE APARÊNCIA - Procure desenvolver um estilo de aparência que possa refletir aquilo que realmente você é e quer que o cliente também veja. Andar na moda nem sempre é uma boa opção dependendo de seu estilo de ser. Moda é para passarela. Terno preto, camisa preta, gravata preta, pode ser moda, mas acho um pouco de falta de imaginação. Procure não ter muita roupa, apenas algumas, mas muito boas. Vejo muitas pessoas fazerem festa em liquidações e estarem sempre mal vestidas. No entanto, uma boa roupa de alfaiate pode lhe deixar sempre na linha e não fugir de suas medidas. Algumas pessoas se tornam ridículas ao optarem por acompanhar a moda, vê-se logo que elas estão fora de foco. Esqueça a moda, crie seu estilo.

    SEJA SEMPRE UMA NOVIDADE - Procure sempre levar ao cliente novos assuntos, informações úteis, evite repetir casos já narrados. Informe-se sobre todas as inovações de seu mercado e divida-as em doses homeopáticas. Evite qualquer padrão de procedimento que possa lhe fazer parecer mecânico ou que possa representar que você está fazendo aquilo para cumprir seu trabalho. Os clientes são diferentes, atenda-os de maneira diferente, use sua criatividade. Toda novidade é sempre bem-vinda num mercado em transformação.

    NÃO SE FAÇA DE IMPORTANTE - Afirmar que: "a fabricação do produto vai parar, o preço vai aumentar, existe outro interessado, preciso da resposta agora, vamos ser rápidos tenho outra reunião..." - ou outros elementos do gênero, que tentam antecipar uma venda é um tremendo erro nos dias de hoje, assim como atender um celular durante a reunião ou perguntar quem são as pessoas no porta-retrato da mesa do cliente. Você é importante e a única maneira que faz com que o cliente veja tal fato, é quando você o faz importante e deixa à disposição dele todo seu conhecimento, ética, bom senso e interesse no assunto, assim ele passa a notar que sua contribuição no negócio é essencial para a realização da transação.

    TODO CLIENTE TEM RAZÃO ATÉ QUE... - Os clientes têm sempre razão, porque vendedores não têm competência para sugerir uma razão maior do que a do cliente, fazendo-o desistir e concordar com a razão maior. Estamos em tempo de competência, que consiste no ato de transformar intenções em resultados positivos para as partes envolvidas. Geralmente quando um cliente tem razão, tem mesmo, pois foi mal atendido em suas necessidades e até mesmo vítima do não cumprimento de regras que envolveram a negociação. A constância deste fato no Brasil originou a frase: "o cliente tem sempre razão". Com você ele não pode ter razão. Transformando seu esforço em resultado, sua atitude será competente em relação ao cliente; identificando a prioridade; oferecendo solução; cumprindo compromisso comercial; destacando a ética; suprindo a necessidade; praticando a excelência do serviço a um custo justo: o vendedor é que tem sempre razão.

    O PRIMEIRO APERTO DE MÃO PODE SER UM ADEUS - 40% das transações comerciais recebem um tchau no primeiro aperto de mão. A performance das pessoas é seu estado de espírito, este se reflete em seus olhos e suas mãos. Ao apertar a mão de um cliente, seu estado de espírito estará de frente com o dele, neste instante seu poder de persuasão terá de estar associando um sentimento de prazer ao produto, serviço ou ideia que você pretende expor. Caso contrário suas chances de obter sucesso serão menores. O aperto de mão é uma maneira de comunicação e o significado dela estará no resultado que você obtiver. Antes de apertar a mão de algum cliente alinhe seu estado de espírito, respire fundo, mantenha olho no olho, pois é fundamental que sua negociação tenha início com 100% de chances a seu favor.

    AFERIR E RELACIONAR RESULTADOS - Muitos vendedores obtém sucesso em determinadas negociações e nunca mais conseguem duplicar o feito. Na verdade quem não sabe a causa, não consegue repetir o resultado. Caso não tenha seus procedimentos bem relacionados e aferidos, dificilmente vai conseguir saber qual o item que lhe permitiu um resultado positivo. Às vezes eles podem sair num sorriso. Faça um diário de procedimentos, seguir determinadas condutas pode lhe deixar sempre à vista as causas de seu resultado positivo para repeti-las com êxito.

    EMOÇÕES AINDA EXISTEM - O Bank Boston fechou algumas de suas agências em pequenas cidades dos EUA, onde colocou apenas caixas automáticos. As pessoas então fecharam suas contas nestas agências. Fato que fez com que o Banco fosse analisar de perto tal feito. Descobriu que os clientes gostavam da fila, se conheciam e falavam na porta do banco, gostavam do bom-dia do caixa e odiavam operar uma máquina, preferiam um serviço humano a um sofisticado computador, que não lhes tocava o coração e tão pouco combinava com o espírito de solidariedade das cidades. As agências foram reabertas com mais funcionários que antes. Ser um vendedor virtual, carregador de Lap Top ou de tecnologia pode parecer estar na crista-da-onda, mas enquanto os clientes forem pessoas, isto quer dizer que: Emoções ainda existem, elas devem ter um espaço no seu procedimento intergaláctico. Joe Girard, o maior vendedor de carros dos EUA, que consta no Livro Guinness - envia todos os anos, desde que começou sua carreira como vendedor, um cartão a todos os seus clientes, que está escrito: "Eu gosto de você".

    Vender deixou de ser uma arte para assumir a postura de missão, a missão de não somente trocar um produto de lugar, mas de gerar possibilidades e oportunidades de desenvolvimento ao mercado profissional, pessoal, econômico e social, através do grau de envolvimento contido neste relacionamento material e humano chamado Vendas.

    Cesar Romão

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Os biquínis, as Panicats, a praia e você.



Verão, sol, mar, piscina para muitos que não têm a oportunidade e o privilegio de poder curtir tudo o que a praia pode oferecer.
Biquíni o desejo da primeira hora, o novo, o moderno, o da moda, aquele que saiu na revista e apareceu no programa da TV primeiro desejo, o sonho e o pesadelo na hora da compra, da escolha e finalmente desfilar o conjunto que deve ser harmônico e não despertar olhares de recriminação.
Você não é uma Panicat, não tem o corpo nem a cabeça de uma Panicat e provavelmente gostaria de ter um visual agradável para todos os olhos, sem deixar à mostra todos os detalhes e principalmente os pequenos defeitos e imperfeições.
Você não é nem precisa ser sempre a Sabrina Sato do seu pedaço se não quiser escutar gracejos e piadinhas que não são agradáveis.
O exibicionismo é a fórmula mais explícita de nivelar por baixo os predicados da mulher moderna, inteligente, aquela que os homens gostariam de ter como companheira por muito tempo.
A imagem de uma vadia chama a atenção, desperta o desejo e a cobiça dos homens tanto quanto a posse pelo pagamento a uma prostituta numa rápida incursão pelos desejos proibidos.
Proibidos e descartáveis, porque o homem que desfila com esses monumentos parcamente cobertos por um fio e um pequeno triangulo, só são bem aceitos entre os próprios amigos que não veem a hora de tirar uma casquinha.
Para as outras mulheres, tanto essas modernosas como seus acompanhantes são fonte de perigo iminente e longe dos ciúmes o que fala mais alto é o instinto de preservação.
Daria para escrever muitas páginas a respeito dessa, que é a menor peça de roupa que a maioria das mulheres usa e exibe em publico.
Não vou me estender a ponto de fazer você perder esse sol que vai deixá-la com a cor do pecado daqui a pouco.
Pense na beleza do seu próximo biquíni mas não se esqueça do conforto que ele vai lhe proporcionar. Os menores costumam escapar sorrateiramente pelas curvas e não é nada bonito nem agradável você ficar num puxa-puxa todo o tempo brigando com o biquíni.
Compre os mais lindos e confortáveis biquínis dessa temporada na nossa loja virtual www.biquinis.tv  tanto para economizar como para revender. Informações onde você pode encontrá-los na sua cidade, ou se você deseja revendê-los para ganhar dinheiro, pelo e-mail biquinisguaruja@hotmail.com ou pelos telefones (13) 9713-2020; FIXO (13)-3329-4344; NEXTEL ID. 24*52727; (13)7807-6981

domingo, 23 de dezembro de 2012

Cuidado com o álcool !




Todo mundo está cansado de saber que se trata de uma droga. Da categoria das permitidas e aceitas mas ainda uma droga. As coisas andam bem longe do brinde, do acompanhamento de uma refeição, daquela primeira dose que acelera os batimentos cardíacos e desinibe as primeiras palavras. O que se vê é o exagero da bebida alcoólica com mil desculpas e subterfúgios para tornar aceitável essa perigosa droga que mata mais do que qualquer outra. Mata quem bebe e quem tem o infortúnio de cruzar o caminho dessas pessoas que não perceberam que essa comédia é uma tragicomédia.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Instagram volta atrás e diz que novas regras foram mal interpretadas


19 de dezembro de 2012 | 11h56
Economia&Negócios
Mariana Congo
Depois de irritar seus usuários com o anúncio de alterações na política de privacidade e nos termos de uso, o cofundador do Instagram, Kevin Systrom, publicou no blog da rede social um comunicado em que diz que as novidades foram mal interpretadas e que a rede está ouvindo as sugestões e reclamações recebidas.
A principal polêmica foi sobre a mudança que permitiria a venda das fotos dos usuários sem qualquer consulta ou pagamento ao autor.
No comunicado, Systrom diz claramente que as fotos postadas no Instagram não serão vendidas sem consentimento dos usuários e não serão usadas em anúncios. “Foi nosso erro a linguagem estar confusa”, afirma.
O cofundador lamentou a confusão e disse que documentos legais podem ser facilmente mal interpretados.

Imagem: Reprodução/Instagram
Anunciantes
O comunicado reforça que o Instagram nasceu para ser um negócio e, logo, precisa ser rentável. A empresa – que foi comprada pelo Facebook neste ano – está estudando formas inovadoras de incluir anúncios em sua plataforma, sem atrapalhar a experiência dos usuários.
Privacidade
O Instagram reforçou, no texto publicado, que os usuários continuarão a ter o direito de propriedade sobre suas fotos. Além disso, a escolha entre ter um perfil público ou privado permanece.
Janeiro
As novas regras do Instagram passariam a valer em 16 de janeiro de 2013, mas o comunicado postado na noite de ontem diz aos usuários que aguardem novidades sobre o assunto, sem detalhar se a data será mantida. A política de privacidade e os termos de uso do Instagram serão alterados para evitar confusão. O anúncio será em breve.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O texto: A quadrilha no seio do Poder, por Ruth de Aquino



O conceito de "quadrilha" é a primeira coisa que aparece na coluna de Ruth de Aquino desta semana, na Época. Com o intuito de explicar que o termo não é "aplicado apenas a traficantes ou bandidos comuns que não terminaram o ensino fundamental", ela traz no texto opinião sobre a situação política do país e informações sobre a operação Porto Seguro.
ruthh1412
Ruth de Aquino escreve toda terça-feira para a Época
(Imagem: Reprodução)
Com linguagem leve, a jornalista explica que há quadrilhas no Congresso e que os integrantes muitas vezes têm diploma, assim como o ex-marido de Rosemary Noronha, que comprou o documento para conseguir um cargo na seguradora do Banco do Brasil. "É um detalhe, não?", diz Ruth.

Escolhido pela equipe do Comunique-se como o texto da semana, a coluna deixa evidente a ironia dos fatos e ainda discute outros assuntos e problemas do Brasil. 

Leia a íntegra da coluna de Ruth de Aquino
A quadrilha no seio do Poder
O que é uma “quadrilha”? Pelo Código Penal brasileiro, são necessárias mais de três pessoas para formar uma quadrilha. É quase um sinônimo de gangue. Se quatro ou mais pessoas conspirarem para cometer algum delito, podemos dizer, sem medo de errar, que elas formam uma quadrilha. Segundo a Interpol, quadrilhas costumam ter um chefão e um mentor. Às vezes são a mesma pessoa, às vezes não.

Com o julgamento do mensalão pelo STF e o novo escândalo da Operação Porto Seguro, os brasileiros aprenderam que “quadrilha” não é um termo aplicado apenas a traficantes ou bandidos comuns que não terminaram o ensino fundamental. Há quadrilhas no Congresso e há quadrilhas no Poder Executivo. Muitos de seus integrantes têm diploma de ensino superior – embora alguns sejam falsos, como o do ex-marido de Rosemary Noronha.

Mas falsificar um diploma universitário para conseguir um cargo na seguradora do Banco do Brasil é um detalhe, não? Afinal, quem pedia e pressionava por irregularidades mil era uma mulher viajada, santa protetora dos Irmãos Metralheira. Rose era a secretária íntima e de total confiança de JD e do PR. Telefonou para um e para o outro logo que recebeu a visita de policiais.

Por isso, e só por isso, Rose mereceu a defesa veemente do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele explicou por que o sigilo telefônico dela não foi quebrado: “Não há quadrilha no seio da Presidência da República (...). Rosemary Noronha foi cooptada no esquema e não é integrante da quadrilha”. Ninguém dará a ela o direito de depor e se defender da fama injusta de quadrilheira. Rose foi “cooptada”? Então tá!

Uma quadrilha não precisa operar com armas de fogo para ser chamada assim. No Artigo 288 do Código Penal, que define o crime, o parágrafo único determina que a pena de reclusão seja em dobro, “se a quadrilha ou bando for armado”. A pena também deveria ser dobrada para as quadrilhas que tiram proveito de cargos públicos para assaltar a população.

O valor que o governo dá em bolsas isso ou aquilo é ínfimo se compararmos ao ralo da corrupção e das propinas de bandidos infiltrados nos Poderes. Enxugaremos gelo até a Polícia Federal identificar todas as quadrilhas sanguessugas que impedem o país de avançar em seu IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano. Por que eles resistem tanto a ser chamados “quadrilheiros”?

Somos a sexta economia do mundo, mas precisamos desesperadamente de obras de infraestrutura, saneamento nas favelas com esgoto a céu aberto, moradias populares, uma rede de trens e de metrôs, educação com qualidade, creches para as mães trabalhadoras, um sistema que não abandone seus velhos e hospitais que não desrespeitem seus pacientes. Para onde vão nossos impostos de Primeiro Mundo?

Na Zona Portuária do Rio de Janeiro, mais de 1.000 pessoas de idades e graus diversos de dor se enfileiraram na rua a 34 graus de calor, em busca de atendimento em 2013 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), inaugurado por Dilma no ano passado. O Into é um espetáculo. Mas o que você e eu vimos pela TV me pareceu próximo de tortura. E acontece cotidianamente em unidades públicas no Brasil. Podem prometer marcação de consultas por telefone ou por computador, mas deve ser para tirar da televisão as filas. Fiquei descansada quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que haverá cirurgias aos sábados e o número de atendentes do call center do Into aumentará de 14 para 50... Então tá!

Quem rouba dinheiro de famílias desabrigadas por tempestades – como vem acontecendo nas cidades serranas do Rio – deveria estar numa dessas cadeias classificadas de medievais por nosso ministro Cardozo. Temos quadrilhas de ladrões bem-apessoados na serra, com endereços conhecidos. Mais um dezembro de crianças e velhos empoleirados em áreas de risco em Teresópolis e Friburgo, rezando a Deus para não ser levados pelas águas... Então tá!

Temos também quadrilhas nas polícias. O Rio prendeu e deu os nomes de 63 policiais militares que achacavam traficantes. Como diz o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, bandido de farda é bandido ao quadrado. Aguardo exemplos concretos de fim de corporativismo policial em São Paulo. Após meses de execuções diárias,
atentados e guerra entre policiais e bandidos, com centenas de mortes, o novo secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira, “cria gabinete para combater crise” e admite que o PCC “é uma das facções criminosas” a enfrentar... Então tá!

Nesse cenário de carências inadmissíveis e próprias de Terceiro Mundo, quem entra para o serviço público ou é eleito prefeito, governador, deputado, senador e presidente tem dupla responsabilidade. Extraindo do seio, do coração e da cabeça do Poder os focos de gangues, sobrará dinheiro para o que interessa.

Por que mulher usa salto? WALCYR CARRASCO



Walcyr Carrasco (Foto: reprodução)
Sempre me espanto com a capacidade que as mulheres têm de se equilibrar em saltos altíssimos e de caminhar com os pés inclinados, como um viaduto na montanha. Gosto de pés confortáveis. Sapato, para mim, quanto mais velho, melhor. Se me acostumo com um, uso até ficar em pedaços ou ser atirado no lixo por uma alma amiga preocupada com minha aparência. Meus amigos podem até gostar de sapatos. Mas não enlouquecem por eles. Fico me perguntando: por que mulher usa salto?

A primeira explicação seria, logicamente, a altura. Não vale por si só. Claudia Raia, por exemplo. Tem 1,78 metro. Mesmo assim, usa saltos altíssimos. Corre o risco de ser confundida com um coqueiro. Sim, alguns homens baixinhos usam saltos carrapeta para ganhar alguns centímetros. Chiquinho Scarpa, por exemplo. Já o vi de carrapetas. E me admirei pelo playboy mais famoso do país recorrer a esse subterfúgio. Não é pecado. O rei Luís XV também tinha essa vaidade, e o salto com seu nome sobrevive até hoje.

As mulheres preferem os altíssimos, de 10, até 15 centímetros. Finos. Algumas adotam espetos encravados nos pés. Um amigo psiquiatra explicou que é uma questão de autoestima: sentem-se mais belas, mais interessantes. Devolvi a questão: por que um sapato desconfortável melhora a autoestima? Eu ficaria em depressão. Refleti sobre o tema. Na China antiga, entre 3 e 8 anos, quatro dedos dos pés das meninas eram curvados para trás e enfaixados. O dedão ficava de fora para que o pé tivesse o formato de meia-lua. A partir daí, as faixas eram cada vez mais apertadas. De quando em quando, trocava-se o sapato para um número menor, para restringir o crescimento. O pezinho era um sinal de nascimento aristocrático e fetiche erótico do marido. A ponto de mostrarem, em pequenos pratos, os sapatinhos usados pelas mulheres. A prática só foi oficialmente proibida em 1949, por Mao Tse-tung. Durou mais de 1.000 anos.

Sapatos são fetiche, mas gosto
de pés confortáveis. Para mim, quanto mais velho for um
sapato, melhor 
Cinderela, no mundo ocidental – embora admita-se que o conto seja de origem chinesa –, vai na mesma onda. A fada ajuda a menina pobre a se vestir ricamente e lhe dá sapatinhos de cristal, que, aliás, deveriam ser muito desconfortáveis. Ela dança o tempo todo com o príncipe. Quando dá meia-noite, tem de fugir. E perde um dos sapatos na escada. Foi sorte ter perdido só o sapato. Correndo de salto, poderia ter rolado escada abaixo. Nesse caso o final seria outro. Mais tarde, o príncipe a reencontra, porque é a única moça do reino em cujos pés cabem o mimo de cristal. Detalhe: o príncipe não olhou para a cara dela durante o baile? A ponto de ser incapaz de reconhecê-la? Ou o príncipe tinha um problema neurológico, ou só ficou de olho nos sapatinhos. Para as almas ocidentais, fica a lição: um bom sapato é melhor para a ascensão social da mulher do que um diploma universitário, já que ninguém supõe que, nas horas vagas, Cinderela fizesse um curso pela internet.

Sapatos são fetiche, portanto. Há uma diferença entre os delicados sapatos chineses do passado, de seda, e os ocidentais, mais agressivos, em que o salto pode se transformar em punhal. Assassinato por um bom agulha é possível. Já vi em algum filme. Sabe-se que há podólatras, para quem um salto agulha é um ícone do desejo. Boa parte é composta de executivos gordinhos, que até gostam de chibatadas, muito distantes do príncipe de Cinderela, mas fazer o quê? Cada Cinderela tem o príncipe que merece.

Não é só questão de desconforto, é de saúde também. Soube de uma senhora baixinha que usou salto a vida toda. Não suportava a altura que a genética lhe concedera. Jamais tirava os saltos. Resultado: teve um encurtamento do músculo da panturrilha. Impossível voltar a andar descalça. Foi obrigada a fazer um sapato de salto especial, até para tomar banho. Mas continuou feliz. Problemas de coluna são comuns para quem usa salto com frequência. Outro dia, um podólogo me contou que é muito mais fácil tratar pé masculino. Os femininos têm calos, joanetes e unhas encravadas, no caso das adeptas de bicos finos. Diminuir o uso do salto seria, portanto, uma questão até médica. Mas adianta dizer?
Apesar das mudanças sociais, acredito que diferenças importantes entre os sexos sobrevivem. Mesmo com alguns adeptos dos carrapetas, usar sapatos de salto é uma delas. A maioria dos homens não cairá nessa. Nenhum executivo será bem-visto se comparecer na empresa de terno, gravata e salto agulha. 
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Artigo de Dimenstein causa polêmica na internet; jornalista é chamado de "xenófobo"



Redação Portal IMPRENSA 12/12/2012 09:30

Na última segunda-feira (10/12), em um artigo publicado na Folha de São Paulo o jornalista Gilberto Dimenstein gerou polêmica ao questionar a decisão do novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), de indicar o baiano Juca Ferreira para o comando da Secretaria de Cultura da cidade, e discutir a origem do indicado.

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Segundo o próprio Dimesntein, na terça (11/12), o deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) ajudou a movimentar ataques contra ele nas redes sociais. "Fui acusado de xenófobo", escreveu na coluna desta quarta (12/12).

"Só posso atribuir a incompreensão sobre a coluna a dois fenômenos que se reforçam nas redes: a dificuldade de interpretação de texto, derivada de carências do ensino básico, combinada com a leitura apressada. Muitos leram apenas o título provocativo para levantar o debate e se deram por satisfeitos", continuou o texto.

Dimenstein afirmou ainda que basta ler a coluna para ver que ele defende exatamente o contrário "do que gente como o deputado diz que eu defendo".

"O que fiz foi expor e criticar o incômodo que brotou em parte do meio cultural paulistano pelo fato de Fernando Haddad convidar alguém de fora. E aí comentei que ser de fora pode ser até bom para a cidade. E, no caso de Juca, ainda coloquei que, por ser baiano, ele traz uma visão cultural que, talvez, possa ajudar São Paulo. E por vir de outra cidade talvez não fique refém das panelinhas culturais locais", explicou em outro trecho.

A acusação
“A palavra ‘baiano’ não foi parar no título por acaso. A língua não é neutra (o jornalismo menos); e eu acredito que Dimenstein sabe disso. (...) Ele sabe o quanto a palavra ‘baiano’, em São Paulo (e para elite paulistana), está carregada de sentido negativo”, afirmou Willys.

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-Ba) lamentou a publicação do artigo e concordou que foi mais uma ação discriminatória dos paulistanos. “Compreendo que essa é mais uma atitude antinordestina, sem se olhar para o valor do indicado. Juca e Haddad foram grandes ministros juntos e trouxeram avanços para o Brasil. Parabenizo o prefeito eleito pela escolha”, afirmou.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Meu pai.



Meu pai nasceu em 1917 e teria hoje, se fosse vivo, 95 anos.
Infelizmente ele se foi em 1999 portanto há treze anos.
Tenho vagas lembranças de como teria sido a sua vida pelos seus relatos já quase esquecidos.
Para falar a verdade, é dificílimo imaginar meu pai aos cinco, dez ou quinze anos, vivendo na cidade de São Paulo onde as novidades o teriam deixado tão surpreso, como para mim o advento da televisão colorida em meados dos anos setenta ou a internet nos anos noventa.
Naquela época as grandes novidades devem ter sido a chegada ao Brasil dos primeiros carros, a popularização do radio e o acesso aos primeiros cursos universitários.
Meu pai  contou que o primeiro carro que meu avô comprou, um Ford 1929, da sua alegria em ter um radio e de como ele conseguiu fazer à noite, o curso de ciências contábeis e atuariais da Faculdade Álvares Penteado do Largo de São Francisco.
Tempos difíceis, dizia ele que vivenciou o gasogênio,  tinha dificuldade em saber das notícias internacionais pelo radio e  tinha que chegar em casa, por imposição do meu avô, obrigatoriamente às nove horas da noite, ainda que as aulas terminassem depois desse horário.
É bem verdade que ele tinha certas regalias que a maioria dos jovens não tinham . Ele já podia dar suas voltinhas com o carro da família uma vez que desde os dezoito anos ele é quem  dirigia porque meu avô tinha  dificuldade para fazê-lo, para não dizer que dirigia muito mal.
Foi numa dessas voltinhas pela Rua Frei Caneca que ele viu pela primeira vez a minha mãe.  Deve ter sido um impacto fulminante porque a minha mãe era seguramente a garota mais bonita de toda São Paulo. Prova disso, são as fotos que publico junto com o texto.
Além de linda, minha mãe dançava balé, era formada em música pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e dava consertos públicos aos dezenove anos de idade. Sua educação  foi primorosa. Era a mais bonita, a mais inteligente e a primeira filha mulher. Ouvi dizer que era o xodó do pai e da mãe  com muita razão.
Segundo meu pai, a troca de olhares foi rápida, as primeiras conversas furtivas e o namoro alguma coisa perto de uma história de terror uma vez que o meu avô era um português no mínimo turrão.
Quando meu pai foi pedir  minha mãe em namoro, a conversa teria se tornado um desafio uma vez que meu avô disse que com filha dele ninguém brincava e que ele não admitiria namoro ou noivado prolongado. 
Quem conheceu meu pai sabe que o sangue espanhol dele fervia nas veias quando era confrontado e ele teria perguntado ao meu avô quanto tempo  seria suficiente ou demasiado e meu avô teria dito que não poderia demorar mais que seis meses.
Oh! Deus! Imagino a cara do meu pai, que esperava autorização para ir ao cinema com minha mãe na companhia de alguma irmã e sair de lá  noivo  para casar.
Segundo relatos fidedignos, meu pai teria imediatamente marcado a data do casamento para daí a quatro meses e o grande problema nem foi esse e sim contar para o meu avô, o seu pai que ele iria casar no final daquele mesmo ano.
Houvesse esse termo naquela época e eu diria que “a casa caiu”.
Meu pai me contou a condição imposta pelo padrasto para que ele se casasse seria ir morar em Vera Cruz, uma cidadezinha do meio do Estado de São Paulo, que hoje tem menos de dez mil habitantes, naquela época  só uma rua pequena e sem saída.
A minha mãe me contou que foi uma correria louca. A noiva tinha que fazer o enxoval, e promover a festa e o dinheiro mal dava para o dia a dia da família Pacheco.
 Apesar dos pesares meu pai e minha mãe casaram-se dentro dos escassos quatro meses.  O vestido da noiva era uma obra prima, a festa foi perfeita e até pouco tempo, havia em casa alguns lençóis de puro linho do enxoval original. No mais, eu estou aqui para contar essa história louca e verídica.
História que apenas começa com esse texto, porque se a memória não me trair ainda vou contar muitas outras do cara mais incrível que eu conheci,  meu pai Antonio Guzman Mariscal.
Contabilista radio amador, criador de pássaros de canto, espanhol esquentado, homem íntegro e honesto que fez tudo que podia pelos filhos,  do qual eu me orgulho de ter muitos princípios. E o nome Guzman.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Veja, além da ‘placa do gol’, frases do jornalista Joelmir Beting:



“Quem não deve não tem”.
“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível”.
“As Bolsas de Valores, como os aviões, são cem por cento seguras: todo avião que sobe, desce”.
“Temos seis calendários no mundo de hoje: o calendário gregoriano ou cristão, o calendário judaico, o calendário islâmico, o calendário japonês, o calendário chinês e o calendário brasileiro”.
“Se não podemos melhorar o que causa a febre, pelo menos temos de melhorar a qualidade do termômetro”.
“A natureza não se defende; ela se vinga”.
“Metade da humanidade passa fome. A outra metade faz regime”.
“Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente”.
“Não há soluções políticas para problemas econômicos”.
“Você só consegue explicar aquilo que entendeu”.
“Modernizar não é sofisticar. Modernizar é simplificar”.
“Quando os preços sobem é inflação; quando descem é promoção”.
“A gestão da economia tem apenas dois problemas: quando as políticas fracassam e quando as medidas funcionam”.
“A verdade é que o Brasil teima em não fazer 70% do que deveria fazer, nem 50% do que já poderia ter feito. O tal de neoliberalismo nada tem a ver com isso”.
“No Brasil, fomos dopados pela cultura da abundancia, irmã siamesa da cultura da ineficiência, da acomodação e da tolerância; responsável pelo nosso atávico desperdício de terra, de água, de mata, de energia, de sossego e de gente”.
“É melhor uma Ford na Bahia do que na Argentina. As isenções fiscais referem-se a impostos futuros que não existiriam sem a fábrica funcionando”.
“PT é, de fato, um partido interessante. Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

JOELMIR BETING: O jornalista de 75 anos estava internado desde 22 de outubro por causa de complicações renais, resultantes de uma doença autoimune. O quadro se agravou após o acidente vascular hemorrágico, que o deixou em coma e respirando com ajuda de aparelhos.




  • Leia abaixo a repercussão entre jornalistas e outras personalidades:

    Fui colega dele na Band e toda vez que entrava na redação tinha uma frase interessantíssima para dizer. Ele sempre dava um enfoque genial para as coisas. Sempre tinha a frase que todo jornalista quer ter na ponta da língua. Ele era o rei da metáfora e se servia muito bem dela para fazer os outros entendenrem o que estava querendo dizer. Um verdadeiro gênio. Também tenho contato com os familiares dele. Joelmir tinha a família mais feliz que eu já vi na vida. Era palmeirense tão doente que tinha uma fazenda chamada Palestra. Dizia que o nome vinha do Palmeiras e também das inúmeras palestras que dava. Eu estava no ar quando fiquei sabendo e foi dificílimo continuar. Era um cara maravilhoso, adorável.
    Bárbara Gância, jornalista, por telefone

    Tentei fazer uma homenagem para ele, mas me faltaram palavras. Trabalhamos juntos na "Folha de S. Paulo". Ele era um ser incrível, muito bem humorado, não havia quem não gostasse dele. Brincávamos muito porque, além de tudo, torcíamos para o Palmeiras e sempre fazíamos piadas, inclusive sobre a má fase do time. Ele tinha um humor muito inteligente. Quando o Joelmir chegava, a redação se iluminava e não estou falando isso só porque ele morreu, não. É uma pessoa que, sem dúvida, vai deixar muita saudade.
    Boris Casoy, jornalista, no "Jornal da Noite"

    Ele foi um maridão. Nós iríamos completar 50 anos de casados no dia 14 de abril. Quer dizer, vamos completar. Ele foi só um pouquinho antes. A gente comemora aqui e ele comemora no céu. Meu coração está em paz. Ele estava esperando se recuperar para voltar a trabalhar imediatamente.
    Lucila Beting, mulher de Joelmir, no Cemitério do Morumbi

    Joelmir foi um cara que viveu intensamente. Só deixa coisas boas. Na vida particular, ele era muito melhor que o brilhante jornalista. Sempre tinha uma palavra amigam uma brincadeira para fazer. Nunca o vi deixar ninguém para baixo. O homem que ele era sempre superou a obra. Ele vai deixar uma lacuna imensa no jornalismo brasileiro. Ninguém vai conseguir ocupar o lugar dele. 
    José Luiz Datena, apresentador, no Cemitério do Morumbi

    O Joelmir foi uma inspiração para todos os jornalistas da minha geração que fizeram TV. Sempre foi um exemplo a ser seguido. Era uma pessoa calma, que ajudou a entender como funcionava a televisão. Ele era um jornalista apartidário, imparcial e a única paixão que ele se permitia era o Palmeiras. Ele sempre me tratou com carinho e estou muito triste que eu não o visitei no hospital. Não queria acreditar que o quadro dele era irreversível, queria tê-lo visitado em sua casa.
    Carlos Nascimento, jornalista, no Cemitério do Morumbi

    Ele vai deixar muitas saudades. Era um amigo, um conselheiro. Tive o privilégio de conviver muito com ele. Ele quebra a regra de que ninguém é insubstituível. Era uma pessoa com muitas qualidades, um bom comentarista, ecomista e jornalista . Vai ser difícil juntar tudo isso em uma só pessoa. Geralmente a gente é bom em uma ou outra coisa, ele conseguiu juntar tudo. Vai ser difícil substituí-lo.
    João Carlos Saad, presidente do grupo Bandeirantes

    Nós convivemos por sete anos. Ele sempre foi um pai e um avô presente. Era inovaodor, criativo, uma figura cativa. Nunca o ouvi perder a paciência e o bom humor. O Jo era um contador de histórias. Ele inventava mentiras verdadeiras, de tão bom que era. Acompanhar uma gravação com ele era com um recreio e é essa pessoa humana que vai fazer falta. Ele deixa uma lacuna no jornalismo, mas o que vai fazer falta mesmo é o humano.

    Ricardo Boechat, jornalista, no Cemitério do Morumbi

    Uma honra imensa ter sido, um dia, colega de redação de um sujeito talentoso, divertido, decente e querido como o jornalista. Joelmir Beting por décadas alertava para o Brasil dar certo. Inteligente, irônico e simples. Deixou um legado a ser honrado.
    William Bonner, jornalista, pelo Twitter

    Meu afeto à querida família Beting. Tipo raro no jornalismo, Joelmir encantava plateias com inteligência, humor e ironia
    Marcelo Tas, jornalista, pelo Twitter

    Foi um privilégio trabalhar com o Joelmir. Foram quase cinco anos na bancada. Ele me ensinou não só profissionalmente como também me acolheu. Ele me respeitava, me tratava como profisisonal. Era a minha referência profissional. Vai fazer muita falta para o jornalismo, para a economia e como ser humano. Era um homem de caráter. Vai ser muito difícil tocar o jornal sem ele. Apesar de ele estar afastado por três meses, ontem foi o último dia dele. Vou sentir muita falta.
    Ticiana Villas Boas, jornalista, no Cemitério do Morumbi

    O Joelmir sempre foi uma pessoa muito importante. Minha primeira chamada para um jornal foi para ele, em 1984. Ele fazia o jornal de uma forma divertida. Vai fazer muita falta.
    Otávio Mesquita, apresentador, no Cemitério do Morumbi

    O Joelmir tinha uma característica barbara, traduzir o 'economês' para a ecomnomia popular, com uma pitada inteligente e uma ironia fina. Um dos termos que mais me marcou foi "na prática a teoria é outra". Foram 40 anos de amizade e ele foi mais que umamigo, Foi um profressor. Tinha uma rara inteligência para concentrar em poucas palavras uma página inteira. Era um homem bom, de bom coração, com um belíssimo caráter.
    Paulo Maluf, político, no Cemitério do Morumbi

    O Joelmir foi um gênio. O Brasil hoje fica menos inteligente do que era. Aprendi muito com ele. Em termos de comunicação, ele era imbatível
    Defim Neto, político, no Cemitério do Morumbi

    Tive a grande alegria de trazer o Joelmir de volta para a Band, um grande momento da minha vida e da dele. Tinha a sensação de que a Band era a casa dele. Ele era um cara simples, com bom humor, prestava atenção em tudo. O joelmir mostrou que é possível tratar de assuntos profundos e ser entendido por uma grande parcela da população . 
    Marcelo Parada, diretor de jornalismo do SBT, no Cemitério do Morumbi

    Tive o privilégio de conviver com Joelmir na mesma redação quando eu era jornalista da Band FM e ele na rádio AM e TV.Fica em paz.
    Serginho Groismman, apresentador, pelo Twitter

    + SOBRE JOELMIR BETING

    "O depoimento foi a melhor maneira de dar tchau", diz Mauro Beting sobre a morte do pai
    Colegas repercutem morte do jornalista
    "Ele traduziu o 'economês' para a vida cotidiana", diz governador Geraldo Alckmin
    Veja trajetória de Beting
    Joelmir Betting...obrigada por tantas vezes ter me ajudado a entender o economês. RIP
    Astrid Fontenelle, jornalista, pelo Twitter

    Ele foi o precursor do jornalismo econômico no Brasil. Ele conseguiu traduzir a economia para o entendimento de todos. A partir dele, surgiram outros tantos, mas o lugar dele nunca será ocupado.
    Flavio Ricco, colunista do UOL, por telefone

    Deixo meu carinho a família do jornalista Joelmir Beting.
    Luciano Huck, apresentador, pelo Twitter

    Joelmir tem uma importância fundamental para o jornalismo brasileiro. Foi um dos primeiros jornalistas econômicos do país. Ele abriu portas para muita gente nessa área. Sempre o acompanhei como ouvinte.
    José Silverio, jornalista, por telefone

    Perdemos o cara das metáforas criativas, charme, capacidade de traduzir o linguajar segregacionista do economês em idioma popular..Joelmir...
    Roberto Cabrini, jornalista, pelo Twitter

    O jornalismo brasileiro perde um jornalista de placa
    Gloria Perez, dramaturga, pelo Twitter

    Morre Joelmir Beting, o “mago” do jornalismo brasileiro.
    Milton Neves, jornalista, pelo Twitter

    Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente." Joelmir Beting in memoriam
    Gilberto Gil, músico, pelo Twitter

    Que dia triste com a partida de Joelmir Beting.
    Andre Barcinski, jornalista, pelo Twitter
    Vai fazer falta enorme! Grande profissional!
    Leda Nagle, jornalista, pelo Twitter