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quinta-feira

O que me contaram sobre Cabral


| Autor: Ebenézer Teles Borges
Por muito tempo acreditei que Cabral havia descoberto o Brasil. 
Ainda me lembro das aulas de História, das gravuras estampando o momento da chegada dos intrépidos portugueses, com suas vestes extravagantes que contrastavam com a nudez escancarada dos nativos tupiniquins. 
Cabral me parecia um ser especial, talvez um herói que, com poderes quase divinos, teria pronunciado a frase mágica: "Haja Brasil" e, do nada, o Brasil passou a existir.

Exageros à parte, constato hoje o quão ingênuo fui – não passava de um tupiniquim do século XX que, embora mantendo o corpo coberto, conservava a cabeça desnuda e acolhedora, pronta para receber e internalizar o que me fosse apresentado por um marujo qualquer, que se dissesse conhecedor dos mistérios e segredos ocultos no grande mar da ignorância humana.

Embora não seja um especialista em História (e talvez por isso), sinto-me à vontade para questionar o que de fato teria acontecido uns 500 anos atrás, por ocasião do tal descobrimento. 

Oito anos antes de Cabral, em 1492, Colombo teria descoberto a América, da qual o Brasil faz parte. Logo em seguida, em 1494 e com a bênção da Igreja, Portugal e Espanha dividiram o "novo mundo" entre si ao assinarem o tratado de Tordesilhas. 
Pouco depois, o rei de Portugal, D. Manuel I, teria encarregado o cosmógrafo e geógrafo Duarte Pacheco Pereira a realizar uma viagem secreta com o objetivo de dar uma espiada nas terras situadas além da linha de demarcação de Tordesilhas. Em 1498, Duarte Pacheco Pereira teria aportado entre o Maranhão e o Pará. Não bastando essa investida inicial dos portugueses, em 26 de janeiro de 1500, o navegador espanhol Vincente Pinzon alcançou a costa do Brasil e tomou posse da terra em nome do rei da Espanha. Por fim, em 22 de abril de 1500, Cabral, em viagem à Índia com suas 17 embarcações, ancorou em solo brasileiro, tornando-se, oficialmente, o descobridor do Brasil. 
Que bela história! Oficial, certamente; verdadeira, nem tanto.

Até onde sei, não é possível mudar a História. O que se pode mudar, e de fato muda, é o grau de conhecimento que dela temos. Novas investigações costumam nos trazer novas informações. Essas novas informações, por sua vez, podem irradiar luz sobre as sombras do passado, tornando visíveis silhuetas esmaecidas, contornos pálidos, detalhes desbotados, cenários obscuros e verdades até então escondidas sob a grossa poeira do tempo e da ignorância.

Ao estudar e revisar a História, aprendemos que o conhecimento da verdade é construído gradualmente, como se fosse uma dança lenta: dois passos pra frente; um passo pra trás...

Sendo bem honesto, pouco me importa o nome do europeu que primeiro pisou em solo brasileiro. 

Em nada minha vida seria afetada caso se resolvesse reescrever a história do descobrimento, substituindo o nome de Cabral por outro qualquer, como Duarte Pacheco Pereira ou Vincente Pinzon. 
Mas tudo isso me faz pensar e me questionar sobre outras histórias que me contaram e que, embora oficiais, talvez não sejam mais verdadeiras que a história da descoberta do Brasil, atribuída a Cabral.


Referências:

1. Imagem - Cabral - http://www.elizabethan-era.org.uk/pedro-alvares-cabral.htm

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